sábado, 20 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
:: Como se forma um bom aluno ::
Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta.
A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos
Não há pai ou mãe que não sonhe com isso: que seu filho vá bem na escola, encontre uma vocação e faça sucesso. É por isso que os pais brasileiros, ouvidos em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos. Essa participação, porém, tem suas falhas – como mostra um detalhamento da pesquisa de 2009, feito com exclusividade para ÉPOCA. Em alguns casos, há falta de tempo (a queixa mais comum de quem tem filho em escola particular). Em outros, o principal obstáculo é o desconhecimento do conteúdo ensinado (para quem tem filho em escola pública).
A pesquisa também detectou conceitos ultrapassados de como impulsionar o conhecimento. A maioria dos pais presta demasiada atenção às notas e preocupa-se menos em estimular a leitura ou acompanhar se a criança está aprendendo.
Em outras palavras: há mais cobrança que incentivo. É como se os pais considerassem que sua tarefa principal é garantir o acesso à escola – a partir daí, a responsabilidade seria dos professores. Isso é pouco, principalmente num país que não tem avançado satisfatoriamente na área da educação. O nível de ensino das escolas brasileiras, mesmo as de elite, é baixo, na comparação com os países mais avançados. Um relatório do Ministério da Educação, ainda incompleto, mostra que atingimos apenas um terço das metas do Plano Nacional de Educação, entre 2001 e 2008. A evasão escolar no ensino médio aumentou de 5% para 13%. Só 14% dos jovens estão na universidade. Menos de um quinto das crianças até 3 anos frequenta creches.
E, no entanto, há ilhas de excelência. Há alunos brilhantes, curiosos, esforçados, interessados, capazes. Não estamos falando de superdotados. São meninos e meninas comuns, de colégios públicos e particulares, pobres ou ricos, que vão para a escola e... aprendem. Mais: formam-se. Estão no caminho de se tornar cidadãos melhores, pessoas melhores, gente de sucesso. Fazer com que uma criança seja assim não está inteiramente ao alcance dos pais. Pesquisas mundiais mostram que o envolvimento paterno responde por, no máximo, 20% da nota final. O restante seria determinado pela qualidade da escola, a relação com os professores, a influência dos colegas e, claro, seu próprio talento. Mas há, em cada um desses fatores, também uma influência dos pais. Cabe a eles analisar a escola, monitorar os professores, perceber o ambiente em que seu filho vive, estimular-lhe os talentos naturais. Talvez não seja possível fabricar bons alunos. Mas, como atestam as experiências dos garotos e das garotas desta reportagem, há boas receitas para ajudá-los a descobrir esse caminho.
Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos,
inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo
inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo
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UMA HISTÓRIA FELIZ: Pedro Manzaro lê um livro na biblioteca do colégio. Ele tinha dificuldades na escola. Recuperou-se graças ao gosto pela leitura
1. O PODER DO INCENTIVO
O menino Pedro Manzaro seria um personagem improvável para uma reportagem sobre bons alunos. Aos 7 anos, ele começava o 3o ano sem saber escrever direito e com falhas de leitura. Em breve iniciaria aulas de reforço, com pouco resultado. Pedro era um retardatário na turma de alfabetização. Naquele momento, a diretora do colégio, de uma rede particular de São Paulo, chamou seus pais para uma conversa. Era preciso agir. Quando estão aprendendo as letras, as crianças têm um "clique", um momento muito pessoal a partir do qual a escrita e a leitura deslancham. O "clique" de Pedro estava demorando demais.
Que pai não ficaria apreensivo com uma situação dessas? Foi como Andréia e Sidnei Manzaro se sentiram. Mas logo trataram de agir. A estratégia foi usar a leitura – o menino adorava livros, vivia com eles embaixo do braço, apesar da dificuldade de entendê-los. Na casa da família, já havia a tradição de cada criança (Pedro tem dois irmãos mais novos) ter seu "dia de filho único", quando os pais ficam só com ele. Durante a recuperação de Pedro, que levou um ano, seus dias de filho único eram sempre passados dentro de livrarias. Andréia passou a ler os livros de aventura, gênero favorito de Pedro, para conversar com ele sobre os vaivéns dos heróis das histórias (ela pegou gosto: está lendo agora o segundo livro da série Píppi Meialonga, sobre uma garota que viaja pelo mundo e odeia a escola).
Hoje, Pedro é considerado um aluno acima da média. Não é um colecionador de notas 10. Mas isso não preocupa ninguém. "O principal é ele gostar do que está fazendo", afirma Andréia. O sucesso foi resultado de um esforço conjunto. A escola lhe deu atenção especial, com correção cuidadosa dos textos. O hábito da leitura fez outro tanto. Ler estimula a capacidade de compreender um texto, é um hábito fundamental na formação de seres pensantes. Está entre os quatro fatores comuns aos melhores alunos, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em 2007 (os outros são fazer lição de casa, ter atividades extracurriculares e pais engajados).
O terceiro impulso, crucial, para a recuperação de Pedro foi a torcida dos pais. O incentivo e os elogios deles ajudaram a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. "A gente vivia dizendo para ele: 'Filho, olha o que você conseguiu!'", diz Andréia. O elogio é capaz de transformar. Mas é preciso ter cuidado com ele. Há uma ciência em seu uso. Segundo pesquisas americanas, crianças que recebem congratulações por seu desempenho e seu talento tendem a ficar mais preguiçosas e menos criativas. Aparentemente, ficam com medo de arriscar, porque um fracasso destruiria a imagem que conquistaram. Crianças que recebem elogios por seu trabalho duro, pelo esforço despendido para chegar àquele resultado têm reação inversa. Tornam-se mais persistentes, desenvolvem gosto pelo risco. E, quando fracassam, atribuem isso a um esforço insuficiente, não à incapacidade. Foi o que aconteceu com Pedro. "Mesmo com os sucessivos erros, nunca ouvi o Pedro se recusar a escrever um texto", diz Beatriz Loureiro, a professora que acompanhou sua recuperação.
Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo
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BRINCADEIRA: Guilherme e seus dinos, em uma praça. A paixão ensina a pesquisar e tirar conclusões
2. O PRAZER DE APRENDER
Guilherme Ortolan, de 9 anos, tem dificuldade de passar para a próxima fase. Não na escola. Essa ele tira de letra. O problema de Guilherme é que, quando joga um de seus games preferidos com o pai, esquece o objetivo. "Ele para o jogo para me dizer que a classificação de um dos bichos na tela está errada: aquele dinossauro não pode ser herbívoro e viver naquela parte da floresta se tem dentes tão pontiagudos, típicos dos carnívoros", diz o pai, também Guilherme. A paixão do menino pelos dinossauros começou cedo. Ele nem era alfabetizado. Os pais souberam estimular seu interesse. Começaram comprando lagartos de brinquedo. Depois vieram os livros. E as pesquisas na internet. E os recortes de jornais e revistas (muitos deles presenteados pelos professores). A família inteira ficou envolvida pela mania, e Guilherme acabou virando "especialista". Quando vai brincar com seus dinossauros, ele os organiza por período geológico. Ou por hábitos alimentares.
Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões. Se os pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças, se insistem para ela "largar de bobagens e se concentrar no que é sério", inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo. Com Guilherme, aconteceu o contrário. "O repertório dele é superior ao dos colegas", diz Maria Isabel Gaspar, coordenadora pedagógica da escola em que ele estuda, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. "Não são raras as vezes em que ele já tem informações sobre o que está sendo ensinado na sala de aula."
Esse tipo de aluno – capaz de fazer associações e reflexões mais sofisticadas – as melhores universidades do país procuram. Em seus vestibulares, elas evoluíram da cobrança de acúmulo de informações para a capacidade de solucionar problemas. O Enem, a prova unificada de seleção aplicada pelo Ministério da Educação, segue a mesma linha.
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ORGANIZADA: Gabriela, em sua escola. Sua disciplina a torna capaz de aprender com mais facilidade
3. ORGULHO DO RESULTADO
Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. Esse perfeccionismo move Gabriela Vergili, de 13 anos. Na primeira semana de aula, no mês passado, ela e a irmã mais nova, Geovana, chegaram em casa, em São Paulo, com a mesma tarefa (embora estejam em séries diferentes, ambas têm um professor em comum). Elas tinham de descobrir em que data cairia o Carnaval deste ano. Como sempre, as duas sentaram no mesmo horário para fazer o dever (a regra, na casa de dona Mércia, sua mãe, é fazer a lição logo depois do almoço). Geovana, eficiente, descobriu logo a data pedida: 16 de fevereiro. E foi brincar. Gabriela demorou mais. Pesquisou na internet, na enciclopédia Larousse, voltou para a internet. E escreveu um longo texto sobre Quaresma, Equinócio, fases da Lua e concílios religiosos. "A disciplina e a organização da Gabriela a ajudam a 'aprender a aprender' qualquer coisa", afirma Luís Junqueira, professor dela no ano passado. "Por isso ela é tão versátil: tem texto redondo, sabe fazer um documentário em vídeo, vai bem na aula de artes e até na educação física."
Essa disciplina é um ponto de honra para Mércia. Ela sempre foi rigorosa com os estudos das filhas. Além do horário da lição, à noite ela e o marido chegam do trabalho e tiram dúvidas das crianças. Quando a escola passa uma pesquisa, manda ler um livro, Mércia acompanha por telefone se as obrigações foram cumpridas. Essa rigidez – acompanhada do exemplo, senão o efeito pode ser o oposto – cria comprometimento com o estudo. "Quase sempre a criança vai buscar em casa como ela vai se relacionar com a vida acadêmica", diz Débora Vaz, pedagoga e diretora de um colégio particular de São Paulo. Gabriela é concentrada para fazer seus deveres, cumpre o combinado com os professores, respeita o sinal da escola, devolve o livro da biblioteca dentro do prazo.
Como mostra a pesquisa do MEC de 2007, o dever de casa é outro ponto em comum entre os bons alunos. Vários estudos comprovam que a lição de casa ajuda a assimilar conteúdos. Também é a forma mais fácil de verificar o aprendizado dos filhos. Por isso, os pais devem se envolver – mas não muito. A lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno. "É quando a criança está sozinha para lidar com todo o conhecimento que adquiriu em sala e vai decidir o que fazer com ele", diz Harris Cooper, um acadêmico da Universidade Duke, Carolina do Norte, que há mais de 20 anos estuda a relação dos pais com a lição de casa.
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DETERMINADO: Leandro no trem, voltando da escola. Seu dia começa às 4h30 e vai até as 22 horas
4. RESISTÊNCIA A FRUSTRAÇÕES
Outra forma de a disciplina se manifestar é na resiliência. O termo designa a propriedade de um corpo de voltar à forma original depois de sofrer uma deformação. Por extensão, passou a ser usado por psicólogos como a capacidade de uma pessoa se recobrar de episódios ruins ou resistir a dificuldades. Em geral, a resiliência é alimentada pela determinação, uma característica encontrada em grande parte dos bons alunos. Um exemplo é Leandro Siqueira, de 16 anos. Ele acorda às 4h30. Pega um trem em Cosmos, Zona Oeste, a região mais pobre do Rio de Janeiro, rumo ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Fukow Fonseca (Cefet), uma das melhores escolas técnicas do país. Sai de casa sem tomar café – ou não chegaria a tempo à primeira aula, às 7 horas. Leandro faz a primeira refeição do dia às 12h30, no intervalo do período integral. Chega em casa às 20h30, janta e estuda até as 22 horas. Como seu quarto é pequeno, e a sala geralmente está ocupada, Leandro usa a varanda para ter a concentração de que precisa.
A maratona massacrante se justifica. Quando entrou na escola técnica, numa vaga que disputou com 50 candidatos, Leandro sentiu um baque. Ele sempre havia sido bom aluno, mas o desnível em relação à escola pública de onde vinha era grande demais. Pegar recuperação em três disciplinas não foi o pior. Pelas regras da escola, quem é reprovado duas vezes é expulso. Leandro teve medo de perder sua conquista. "Eu me cobrava muito e ficava pensando no dinheiro que meu pai gasta para eu estar aqui todo dia e almoçar", afirma, logo depois do almoço num restaurante a quilo, onde gastou R$ 11. Suas notas se estabilizaram acima da média graças à severidade de seu plano de estudos, que inclui mais algumas horas de caderno aos domingos, assistido por uma tia professora de matemática. Os pais de Leandro, um instalador de gás desempregado e uma dona de casa, estudaram até a 8a série. Não conseguem ajudá-lo com os estudos. Mas não poderiam dar lição melhor que o sacrifício que fazem para lhe dar a oportunidade de um bom estudo.
Será possível incutir determinação em alguém? Em termos. A resiliência é, provavelmente, uma característica da personalidade. Mas os pais podem influenciar. Em geral, fazem isso para o lado errado. "Vemos muitos pais lenientes, enchendo seus filhos de facilidades", afirma Maria Lúcia Sabatella, uma educadora especialista em crianças superdotadas. O resultado são crianças mimadas, com pouca resistência a frustrações. E uma tendência a desistir ante as dificuldades. Por isso, em seu programa dedicado a localizar bons alunos na rede pública, os pais também recebem aulas. Eles aprendem a estimular seus filhos e, especialmente, a não boicotá-los. "Temos de ensiná-los a formar indivíduos autônomos, independentes", diz Sabatella.
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TREINO DIÁRIO: Joebert, Joeverton e Joemerson (a partir da esq.), na escola. Em casa, estudam mais três horas com o pai
5. O GOSTO DA COMPETIÇÃO
Os trigêmeos Joeverton, Joemerson e Joebert de Oliveira Maia, de 12 anos, foram medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no ano passado. Joeverton foi medalha de ouro. Joemerson e Joebert ficaram com o bronze. Não é preciso dizer que eles são o orgulho do pai, José Jorge Maia, chefe da família de classe média baixa que vive na periferia de João Pessoa. Professor de matemática da rede pública da Paraíba, tudo o que José conseguiu até hoje foi com esforço: a casa onde mora e ter criado os três filhos só com seu salário, já que sua mulher, Selma, também professora, parou de trabalhar para cuidar dos bebês. "Sobrevivo com tudo o que aprendi na escola. É só isso que eu tenho e é isso que eu quero garantir para meus filhos", diz.
Não é só discurso. José e Selma dão aos trigêmeos, todos os dias, três horas extras de aula, além da lição de casa. É como um treino de atletismo, com esforço repetitivo. José copia provas de olimpíadas de matemática antigas e dá como treino para os meninos. A vontade de vencer, atingir metas mais altas, destacar-se é um poderoso incentivo para os estudos. "Os melhores alunos não têm medo do desafio", fiz Suely Druk, diretora da OBMEP.
As aulas, no terraço da casa simples da família, não são apenas de matemática. Incluem ciências, português e história. Os meninos não se incomodam em suar a camisa. "Sempre foi assim aqui em casa", diz Joemerson. O reforço ajuda a compensar as deficiências da escola municipal onde estão matriculados no 8o ano do ensino fundamental. "Queria que a escola puxasse mais. Estamos sem professor de história e de inglês", diz Joebert.
A postura de José faz com que os filhos não enxerguem a escola como um fardo, mas como solução. Os três querem se formar em engenharia da computação. Informática passou a ser a paixão dos meninos depois que Joemerson ganhou um computador num concurso de redação, há dois anos. De lá para cá, têm como passatempo navegar em redes de relacionamento, bate-papo e sites de jogos, como qualquer pré-adolescente. A diferença é que eles só fazem isso depois dos estudos.
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CRIATIVA: Larissa, em sua escola. O gosto pelas artes a torna uma criança observadora, o que a ajuda em outras disciplinas
6. PENSAMENTO SOLTO
Um caminho alternativo, quase oposto ao da persistência dos trigêmeos Joebert, Joemerson e Joeverton, é a aposta na criatividade. Trata-se de, em vez de perseguir notas, liberar a imaginação. Pode-se construir uma argumentação forte contra a ênfase do sistema de ensino nas notas. Quando uma pessoa (criança, jovem ou adulto) se concentra em demasia no grau que receberá por um trabalho, deixa de apreciar o valor intrínseco dele. Em boa medida, a importância dada à nota é subtraída da alegria de aprender.
Por isso é tão revitalizante observar crianças como Larissa Silvestre, de 9 anos, descobrindo o mundo, formulando conceitos, brincando. "A Larissa sempre foi criativa", afirma sua professora de artes, Maria Luisa de Godoy. "Se eu pedia para ela recortar uma árvore, numa aula sobre contornos, ela me vinha com um varal cheio de roupas. Se eu ensinava a fazer uma peteca de sucata, em cinco minutos a peteca virava outro brinquedo."
Sua mãe, Arlete de Epifânia, estudou até a 4a série e é cozinheira há 13 anos em uma casa de um bairro nobre de São Paulo. No ano passado, entrou pela primeira vez em um museu, quando a escola de Larissa convidou os pais a acompanhar os filhos numa visita ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). "Nunca imaginei que existisse um lugar como aquele e que minha filha fosse capaz de fazer o que ela fez ali", diz Arlete. De lá para cá, quando tem tempo livre, ela tenta fazer programas que envolvam algum tipo de atividade artística. Se não dá, ajuda a filha a costurar roupinhas para suas bonecas.
Parecem atividades que têm pouco a ver com as disciplinas escolares. Não é assim. A sensibilidade de Larissa para as artes faz dela uma criança observadora – o que a favorece na hora de resolver um problema de matemática ou associar fatos históricos. Segundo Maria Lúcia Sabatella, especialista em crianças superdotadas, gente criativa é extremamente concentrada. "Os grandes inventores, os maiores estrategistas, nos negócios ou na guerra, não fazem a sequência lógica de raciocínio", diz. "Eles são criativos. Seu caminho para chegar à resposta pode até ser mais longo. Mas é singular."
Esse argumento é contrário à má imagem dos alunos que ficam "rabiscando o papel" em vez de estudar a sério para a prova. "A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior do que nas outras disciplinas", afirma Paulo Portella, coordenador do Serviço Educativo do Masp. "A criatividade das artes exige construção de conhecimento – e não a simples repetição deles." Uma criança com pendor para as artes pode ter um caminho de sucesso até maior que o de um aluno "certinho", em áreas menos convencionais. Ou pode levar vantagem no próprio campo do estudo. Larissa, por exemplo, diz que não quer ser artista quando crescer. Ela quer ser veterinária.
A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior que nas outras disciplinas
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INFLUÊNCIA: Felipe brinca com carrinhos de construção, junto da foto do avô. Ele também quer ser engenheiro, para "salvar o mundo do desmatamento"
7. A INSPIRAÇÃO DE ALGUÉM
Todo mundo tem alguém que admira. Pode ser a mãe, um professor, uma personagem histórica. Essa figura nos faz almejar ser melhor. Isso também é verdade nos estudos. Quase todo bom aluno tem um professor inspirador, um parente que quer imitar, um bom exemplo. Felipe Brum, de 10 anos, morador de Brasília, tem dois: seu avô materno, Ribamar Ferreira, e Bruno, seu irmão mais velho. Ribamar é engenheiro e serve de inspiração para Felipe desde que, numa visita à construção de uma pousada da família na Bahia, mostrou-lhe que a matemática serve para construir coisas. "Quero construir robôs para ajudar a salvar a humanidade do desmatamento", diz o menino. "Para fazer meu robô, sei que vou ter de estudar engenharia." Bruno, seu irmão mais velho, também segue a carreira do avô. Passou no vestibular com 16 anos. "Eu também quero passar na UnB", diz Felipe, sem saber direito o que significa a sigla, da Universidade de Brasília. Seu plano para conseguir a vaga já está em prática. Estuda duas horas todos os dias e tem como meta a nota mínima 8.
A rotina de estudos de Felipe foi organizada pela mãe, Isabella, para que o menino superasse suas dificuldades de aprendizado. Há dois anos, ele foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção (TDA). Isabella, que é médica, mudou seus horários para se dedicar aos estudos do filho. O irmão mais velho também ajuda. "Ele me estimula a aplicar os cálculos em tudo o que faço", diz Felipe. "Nunca imaginei que para construir computadores a gente usava matemática."
Ter o avô e o irmão como heróis é a motivação de Felipe. "São muitos os casos em que ter um referencial, um exemplo a ser seguido, é determinante para a motivação do aprendizado", afirma Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. "Estimular isso é válido, mas com o cuidado de respeitar a individualidade da criança." Porque pode acontecer o contrário: a criança se sentir intimidada pela figura de sucesso e se frustrar ao não conseguir ser como ela.
Não parece ser o caso de Felipe. No ano passado, ele tirou 9,6 em matemática, disciplina em que tinha ficado em recuperação no ano anterior. "Agora só quero boas notas, sei que isso ajuda a passar rápido no vestibular, como foi com o Bruno."
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ENGAJADO: Marcelo, no grêmio estudantil de sua escola. Ele renovou a sede, promoveu um festival de música, fez ação social. Sua capacidade de questionar o coloca entre os melhores alunos
8. PLANOS DE MUDAR O MUNDO
Para que serve a escola? Em parte, ela é a instituição conformista por natureza. É lá que aprendemos os meios e modos do mundo, as tradições de nossa cultura, o que devemos fazer para ter sucesso, de acordo com as expectativas da sociedade. Mas ela é, também, o lugar do exercício das possibilidades. É nela que aprendemos a pensar por conta própria. Uma boa educação inclui a capacidade de questionar, experimentar, criar. Um traço comum entre maus alunos é que seus interesses estão fora da escola. Mas esse é também um traço comum entre os bons alunos. A única diferença é que os maus alunos perseguem seus interesses em detrimento do estudo. Os bons mesclam suas atividades ao estudo. Com isso, ganham capacidade crítica, vivência, experiência.
No ano passado, Marcelo Monteiro, de 16 anos, dedicou boa parte de seu tempo livre a um projeto especial: recuperar a imagem do grêmio estudantil do colégio onde cursa o 3o ano do ensino médio, em Porto Alegre. Sua função como primeiro secretário era negociar com a diretoria atividades para os alunos e melhorias na escola, tarefa complicada dada a reputação do grêmio até então. As gestões anteriores deixaram a organização quebrada. Ao assumir, Marcelo e seus colegas de chapa encontraram a sede pichada, sofás depredados, computador quebrado. "Tivemos de reconquistar a confiança do diretor e dos coordenadores para emplacar nossos projetos", diz ele. Para reformar a sede, arrecadou dinheiro com os alunos (cobrando pelo serviço de fazer carteirinhas de estudantes) e pais de alunos (enviou cerca de 1.500 boletos opcionais no valor de R$ 20 para o endereço residencial dos colegas. Mais da metade dos pais depositou o dinheiro).
Também organizou uma campanha para mobilizar o colégio a participar de uma espécie de gincana. O prêmio, dado para a escola com o maior número de inscritos, era um computador. Levou. No final do ano, já com a sede reformada e o prestígio do grêmio recuperado, Marcelo conseguiu autorização da diretoria para fazer um festival de música. Cada convidado levou 1 quilo de alimento, doado para entidades carentes. "Não sei quanto deu no final, mas lotamos a Kombi que a escola nos emprestou para fazer a entrega."
Mesmo tão ocupado com articulações estudantis e organização de eventos, Marcelo está no topo das notas de sua turma. Vai tentar o vestibular para Direito. "Ele não tem medo de se meter em encrencas", diz um de seus professores, Ivanor Reginatto, no colégio há 25 anos. "Nem todo bom aluno questiona tanto quanto Marcelo, mas essa sua capacidade o coloca entre os melhores." De certa forma, Marcelo segue os passos de seus pais, Marisa e Rui. Ambos participaram de grêmios estudantis no colégio e na faculdade. Durante cinco anos, presidiram a Associação de Pais e Mestres onde Marcelo estuda. "Tentamos passar a ideia de que se engajar em atividades fora da sala de aula daria a ele a base que vai definir seu futuro profissional e pessoal", diz a mãe. "Eles me ensinaram a priorizar o diálogo, a discutir questões que acho importantes", diz Marcelo. É para isso que serve a educação. Para atuar no mundo.
Fonte: Revista Época - 08/03/2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
[Física] Espelhos Esféricos
O professor de física Roberto Mafra, do curso PH, dá uma aula sobre espelhos esféricos, em especial, sobre a construção de imagens.
"Separei duas figuras interessantes para que possamos vizualizar melhor. Veja essas duas calotas esféricas: a da esquerda é um espelho interno, o chamado espelho esférico côncavo. A figura da direita é um espelho externo, o convexo", diz. "Quer um macete? A palavra 'externamente' tem 'x' e 'convexo' também”, ensina.
No vídeo o professor mostra como incidem os raios de luz em cada um dos exemplos e de que maneira são formadas as imagens. Assista à aula
Fonte: g1
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
[Biologia] Aldosterona e ADH
Um tema importante para o vestibular é o estudo da fisiologia humana, relacionada à excreção e à regulação da liberação de água pelos rins, que envolve dois hormônios, a aldosterona e o ADH.
A aldosterona e o ADH agem de formas diferentes. Numa aula em vídeo, Cícero Melo, professor de biologia do curso pH, no Rio de Janeiro, mostra de que forma cada um deles atua no néfron, isto é, dentro do sistema renal.
Segundo Melo, a aldosterona é um hormônio que é liberado pela suprarrenal para que haja a reabsorção de sódio, sal mineral. “É claro que a reabsorção de sódio acaba levando à reabsorção de água. Uma vez levando à reabsorção de água, acaba concentrando a urina e levando a água de volta para a corrente sanguínea.”
Fonte: G1
[Física] Empuxo
Quando um corpo é submerso dentro de um recipiente com determinado líquido, ele desloca um volume do líquido. A força que o líquido exerce para voltar a ocupar a posição anterior é a força de empuxo, explica o professor de física Samuel Fumagalli, do Curso Poliedro, em São Paulo. "Esse é o teorema de Arquimedes", diz.
“Devemos lembrar da energia potencial gravitacional. Com esse deslocamento, estamos aumentando a energia desse líquido. No entanto, na natureza, tudo quer ficar na menor quantidade de energia possível. Então, esse líquido tenta voltar para a região ocupada por esse corpo. Portanto, a força exercida por ele é a força empuxo, que empurra esse corpo.”
Segundo o professor, o empuxo será a massa do líquido deslocado multiplicada pela gravidade. “A massa é o volume do líquido vezes a sua densidade”, diz.
A expressão do empuxo será igual ao volume do corpo submerso multiplicado pela densidade do líquido em que ele se encontra multiplicado pela gravidade. Ele ressalta que o empuxo não depende da profundidade (assista ao vídeo).
Fonte: G1
[Física] Decomposição vetorial
Dois conceitos importantes para as provas de vestibular são a decomposição de vetores e a aplicação da 2ª Lei de Newton, segundo Samuel Fumagalli, professor de física do Curso Poliedro, em São Paulo.
“Num corpo, há uma força inclinada sobre um ângulo gama. Para resolver isso, é necessário decompor as forças, tanto a vertical quanto a horizontal”, explica. “Para o vetor, é preciso do módulo, direção e sentido.”
“Em seguida, resolva o problema horizontalmente. A resultante das forças horizontais é igual à massa multiplicada pela aceleração resultante da horizontal. Para a resultante das forças verticais, é preciso multiplicar a massa pela aceleração vertical.”
Fonte: G1
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
[Física] Forças que agem no tombamento
O professor de física do curso Poliedro, em São Paulo, Alex Sander Barros dá uma aula sobre tombamento.
Ele mostra como agem as forças em um corpo que está sobre uma plataforma. "Conforme a plataforma se levanta, o ângulo que se abre em relação à parte horizontal aumenta até o corpo no alto quase tombar", diz.
As forças que agem sobre o objeto nesse momento são a força peso, atrito e uma força normal (contato do bloco com a superfície). Veja detalhes do exemplo no vídeo.
Ele mostra como agem as forças em um corpo que está sobre uma plataforma. "Conforme a plataforma se levanta, o ângulo que se abre em relação à parte horizontal aumenta até o corpo no alto quase tombar", diz.
As forças que agem sobre o objeto nesse momento são a força peso, atrito e uma força normal (contato do bloco com a superfície). Veja detalhes do exemplo no vídeo.
Fonte: G1
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
[Física] Entenda os defeitos da visão
O professor de física do curso PH, Leonardo Gomes, ensina as causas de dois problemas comuns de visão: miopia e hipermetropia. "Para entendê-los, devemos compreender o funcionamento de um olho normal, chamado de olho emétrope", diz.
"No olho normal, quando os raios entram pela córnea cristalina sofrem convergência, pois o cristalino é uma lente convergente biconvexa. Essa lente forma uma imagem projetada na retina. Com o olho saudável podemos enxergar os objetos próximos e os muito distantes". Ainda conforme o professor, quando o raio entra no cristalino, este é ajustado por uma musculatura.
Na miopia, há um pequeno alongamento do globo ocular e a imagem é formada antes da retina. Dessa forma, o míope precisa de lentes divergentes. Já quando há hipermetropia, o problema é oposto. Ocorre encurtamento do globo ocular e a pessoa precisa de uma lente convergente. Veja todos os detalhes na aula em vídeo.
Fonte: G1
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
[Biologia] Convergência x Irradiação adaptativa
Numa aula sobre processos evolutivos, o professor de biologia do Curso pH, no Rio de Janeiro, Cícero Melo explica a diferença entre convergência e irradiação adaptativa.
Na convergência adaptativa, o indivíduo tem dois ancestrais diferentes, que são submetidos a uma seleção natural comum.
Com isso, os descendentes vão acabar apresentando uma série de pontos em comum, como os órgãos com anatomias muito parecidas. Nesse caso, o processo envolve uma analogia.
Na irradiação adaptativa, a ancestralidade é comum, mas esse ancestral comum resolveu colonizar biomas diferentes. “Com isso, acaba havendo uma seleção natural distinta. Com isso, os indivíduos oriundos dele acabam tendo características fisiológicas e anatômicas diferentes”, afirma. Esse processo, por sua vez, é ligado à palavra homologia.
Fonte: G1
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
[Biologia] Hipótese Quimiosmótica
Numa aula em vídeo sobre respiração celular, o professor de biologia do Curso pH, no Rio de Janeiro, Cícero Melo explica o que hipótese quimiosmótica.
“A hipótese quimiosmótica é o processo de produção de energia dentro das mitocôndrias. Ela explica como, criando um gradiente de prótons, você consegue produzir ATPs ”, afirma.
Segundo ele, há dois atores nesse processo: a cadeia de elétrons e a ATP sintase. “No processo de respiração celular, a formação de moléculas, que são os receptores intermediários, chamados de NADH.H+ e FADH2, que trazem prótons e elétrons para a mitocôndria.” Os elétrons vão ser doados para as cadeias de elétrons.
Fonte: G1
[Química] Lei de Hess
O professor de química do curso Poliedro, Guilherme Bastos, dá uma aula em vídeo sobre um tema muito cobrado em vestibulares: a Lei de Hess.
"A definição de Lei de Hess é a seguinte: o delta H de uma reação só depende de seus estados inicial e final e independe do caminho percorrido entre esses estados”, diz o professor.
"O mais importante nem é tanto o seu enunciado, mas principalmente a consequência: as equações químicas podem ser trabalhadas como equações matemáticas". O professor mostra exemplos. Assista ao vídeo.
Fonte: G1
[Física] Aceleração Centrípeta
O professor Ivo Gherardi, do curso CPV, dá uma aula em vídeo sobre aceleração centrípeta.
A aceleração centrípeta aponta para o centro de uma trajetória circular e vai ser responsável por esse movimento, diz o professor.
"O segredo do movimento circular uniforme é simples: a velocidade acaba sendo perpendicular à aceleração. Quando a aceleração aponta no mesmo sentido da velocidade, esta segunda aumenta", diz. "Quando a velocidade aponta em sentido contrário ao da aceleração, a velocidade acaba diminuindo. Mas se a velocidade for perpendicular à aceleração, a velocidade não aumenta, não diminui e o movimento é circular", diz.
O professor faz demonstração durante a aula em vídeo. Assista e saiba mais.
Fonte: G1
[Física] Aceleração Escalar
O professor de física Ivo Gherardi, do curso CPV, dá aula sobre aceleração escalar.
"Fiz um cálculo para analisarmos o desempenho de um super carro esportivo como exemplo. Será que você já calculou a aceleração de um carro dessses?", diz.
"Usei o exemplo de um carro diferente do visto nas revistas. Ele faz de zero a 108km/h em apenas três segundos. Mas quanto vale essa aceleração? O resultado da conta é familiar: é o valor da aceleração da gravidade", diz. Veja mais no vídeo.
Fonte: G1
domingo, 24 de janeiro de 2010
::: [FÍSICA] colisões e choques :::
Na física, na frente de mecânica, existe o estudo das colisões e dos choques. "Há vários tipos de choques estudados no ensino médio. Mas um tipo em particular é muito importante: o choque perfeitamente elástico", diz o professor de física do curso Poliedro, Rodrigo Fulgêncio.
"Nesse tipo duas coisas acontecem: primeiro se conserva a quantidade de movimento, depois a energia cinética". De acordo com o professor, a conseqüência desse fato é importante. "Se aparecer no vestibular o choque perfeitamente elástico e os corpos tiverem a mesma massa, vai ocorrer troca de velocidades entre eles", diz. Assista ao vídeo e veja o exemplo.
Fonte: Globo Vídeos
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
::: Alunos devem deixar bonés e celulares em casa? :::
Lei pretende banir celular e bonés das escolas municipais de Juiz de Fora (MG)
Os estudantes da rede municipal de ensino de Juiz de Fora (localizada na Zona da Mata e distante 255 km de Belo Horizonte) que têm predileção em usar celular e boné na escola vão ter de deixar os acessórios em casa quando o ano letivo começar no município. O início das aulas está marcado para dia 2 de fevereiro de 2010.
O motivo é uma lei municipal sancionada em dezembro de 2009 que proíbe a utilização deles em salas de aula e nas dependências das escolas.
Celulares e bonés estarão proibidos nas escolas de Juiz de Fora (MG) a partir de fevereiro
A autora, a vereadora Ana Rossignoli (PDT), mais conhecida pela população da cidade como Ana do Padre Frederico (escola em que é diretora), diz ter levado em conta a segurança dos alunos e a formação de ambiente propício nas salas de aula para os professores lecionarem.
"As crianças que portam bonés de marcas famosas e celulares são abordadas nas imediações das escolas. Os bonés e os celulares são furtados e as crianças geralmente são agredidas por causa deles. O elemento estranho ao cotidiano da escola, quando vem para furtar, vem com tudo. Isso tem gerado muito conflito externo ao ambiente escolar", explicou a vereadora.
Dentro da escola, especificamente no recinto de aula, Rossignoli diz ter detectado o fomento a distrações em torno de celulares e bonés. Segundo ela, alguns alunos se empenham em retirar o boné da cabeça do dono e o lançam de mão em mão. Ocasião na qual a professora, muitas vezes, perde o controle da turma em meio ao alvoroço criado.
"Sem falar que nas áreas (escolas) mais complicadas, o boné serve de esconderijo para armas brancas, drogas. O boné tem sido um conflito", avalia a parlamentar.
Por seu turno, o celular, ainda de acordo com a autora da lei, serve de mote para distrações diversas, como jogos praticados no aparelho, conversas paralelas entre os alunos e com interlocutores externos.
"A criança com 7 ou 8 anos já começa a desfilar com celular na escola e, muitas vezes, não tem dinheiro para comprar um lápis, mas tem para por crédito no celular", conta a vereadora.
Questionada sobre a necessidade de os pais entrarem em contato com os filhos, em caso de emergência, por exemplo, a vereadora harmonizou a questão ao afirmar que todas as escolas são munidas de telefone fixo e, segundo ela, os alunos podem ser alcançados por esse meio.
De acordo com a lei sancionada, as punições aos infratores vão depender do regimento interno de cada escola, que terão liberdade para defini-las. A vereadora, no entanto, adianta que as punições deverão ser calcadas em advertências verbais ou escritas, ou a opção pelo chamamento dos pais para comparecerem ao estabelecimento de ensino, em casos mais severos.
Para Gisela Ventura Pinto, chefe do departamento de Ações Pedagógicas da Secretaria de Educação de Juiz de Fora, o assunto já vem sendo administrado pelas diretorias das escolas.
Ela considera que a utilização dos acessórios pelos alunos não é tão acintosa como descreveu a vereadora.
"A gente já teve alguma situação encaminhada a nós com alunos com problemas com o celular, mas foram resolvidos com diálogo," disse.
Segundo ela, anteriormente à lei, a maioria das escolas já lidava com o assunto.
"Os diretores, com a participação dos alunos, avaliam essas questões e fixam regras nos regimentos internos das suas unidades. Por exemplo, alguns determinaram que o celular pode ser usado no pátio da escola. Isso é combinado com os alunos e vai de acordo com a realidade da escola e em qual comunidade ela está inserida", explica.
Ela também atribui ao diálogo entre alunos e dirigentes a prescrição das punições em caso de desrespeito ao regimento das escolas.
"Primeiro há o diálogo. A justificativa, que consta na maioria dos regimentos internos, explica o porquê de não ser benéfico a utilização de celulares em salas de aula, por exemplo. No caso de alunos menores, há a comunicação aos responsáveis, mas sempre levando em conta a justificação da proibição', explica.
No município, são 102 escolas que atendem aproximadamente 55 mil alunos, na sua maioria, com idades de 4 e 5 anos (educação infantil) até estudantes na faixa etária de 6 a 14 anos (ensino fundamental).
Fonte: UOL Educação
Você concorda com a medida?
Bonés e celulares atrapalham as aulas?
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sábado, 2 de janeiro de 2010
::: BOLETIM ONLINE: ESCLARECIMENTO :::
O acesso ao BOLETIM ONLINE é um serviço oportunizado pela SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO - SEDUC, e momentaneamente não esta disponível devido ao período de pré-matrícula, que também é realizado pela internet e esta congestionando o site da SEDUC-PA. Aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de acessar seu boletim terão que aguardar mais algum tempo ou procurar a secretária de nossa escola.
Esperamos que o mais breve possível este contratempo seja solucionado.
Texto: Prof. Robson Alves
Texto: Prof. Robson Alves
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Computador ainda é subutilizado nas escolas
Pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras mostra que o tradicional problema de falta de infraestrutura está sendo superado pela falta de preparo para lidar com as novas tecnologias. As escolas possuem computadores, mas falta treinamento para melhorar o uso das máquinas.
Entre as instituições de ensino, 98% tem computador e 83% acesso a internet com conexão banda larga. Mas em poucas escolas os equipamentos são utilizados de forma eficiente na melhoria da aprendizagem.
"A formação inicial não prepara os professores para isso. Você precisaria combinar a disponibilidade dos recursos com a melhor formação para que a tecnologia fique a serviço da aprendizagem dos conteúdos escolares", explica Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa. Entre os professores entrevistados, 74% diz que foi pouco ou nada preparado para utilizar o computador como ferramenta pedagógica durante a sua formação. E mais da metade não participou de nenhum tipo de curso de atualização em tecnologias no último ano.
Nas escolas, os computadores se concentram em áreas administrativas ou no laboratório de informática. Em apenas 4% delas há máquinas nas salas de aula. Mesmo que a pesquisa indique que mais de 90% das escolas estão equipadas com computadores, Ângela aponta que não é possível dizer que o problema da infraestrutura foi superado.
"Seria simplista dizer que o problema não está na infraestrutura. A média de alunos das escolas nas capitais brasileiras é de 1 mil. E a minoria delas têm mais do que 30 computadores, então ainda temos a necessidade de ampliar a infraestrutura", aponta. Apenas 15% das escolas têm mais de 30 máquinas, 28% entre 21 e 30, 29% entre 11 e 20 e 28% têm de um a dez.
A especialista destaca que é importante que os professores dominem não só o uso de ferramentas, mas saibam como utilizá-las na transmissão de conteúdos de forma a motivar o aprendizado. "Os jovens estão muito avançados no uso da internet, eles se comunicam em redes sociais, usam blogs, a escola precisa acompanhar isso. Mas precisa acompanhar fazendo o que é papel da escola, ou seja, na aprendizagem dos conteúdos", defende.
Texto: Agência Brasil
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
::: Seduc anuncia calendário de matrículas :::
As escolas públicas do estado têm até esta sexta-feira (27) para abastecer o Sistema de Disponibilidade de Vagas, informou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação. Com a informação divulgada pelas escolas será possível saber o número exato de vagas que cada instituição irá disponibilizar para os novos alunos da rede em 2010.
Pelo segundo ano consecutivo, o processo de matrícula se inicia com a pré-matrícula de novos estudantes portadores de deficiências, o que acontece no período de 30 de novembro a 13 de dezembro, somente pela internet. A confirmação da matrícula para esse grupo vai de 16 a 18 de dezembro, o que é feito, desta vez, nas escolas escolhidas por cada aluno.
Os demais alunos novos, ou seja, que não pertencem a nenhuma escola da rede, terão de 14 de dezembro a 26 de janeiro para fazer a pré-matrícula. A confirmação destes vai de 27 a 29 de janeiro de 2010.
Quem perder os prazos terá que esperar a "repescagem", o que vem depois das confirmações, processo de remanejamento e transferência de estudantes da rede. Esse processo vai de 8 a 12 de fevereiro diretamente na escola que oferecer vaga. A diferença é que esses não poderão escolher a escola, mas terão que se contentar em estudar naquelas que ainda tiverem disponibilidade de vagas.
A Seduc recomenda aos estudantes que fiquem atentos aos prazos da matrícula para não ficarem de fora da rede e que não deixem de confirmar sua matrícula.
Fonte: Ascom/Seduc
terça-feira, 17 de novembro de 2009
::: Limites... :::
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores... e com o esforço de abolirmos os abusos do passado... somos os pais mais dedicados e compreensivos… mas, por outro lado... os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais... e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais... e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior...os últimos que respeitamos nossos pais... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical... para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...
Hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer, os papéis se inverteram.
Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os... e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.
Autor desconhecido
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